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Saiba quais ténicos deixaram o cargo após eliminação na Copa

Após vexame com a atual campeã Espanha, Vicente Del Bosque não pediu para sair, mas deixou cargo à disposição; confira os que saíram após a primeira fase

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27/06/2014 às 11:34 • Atualizada em 02/09/2022 às 4:04 - há XX semanas
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Após campanhas fracassadas na primeira fase da Copa do Mundo, alguns técnicos se despediram do comando das equipes mesmo antes de o torneio terminar. Algumas seleções tidas como favoritas decepcionaram e o vexame foi o suficiente para seus comandantes fazerem a fila andar. Até esta sexta-feira (27), primeiro dia após o término da fase inicial, quatro treinadores pediram para sair e um colocou o cargo à disposição.
Lamouchi
No grupo C, os treinadores das duas seleções eliminadas já eram. Como o caso do francês Sabri Lamouchi, da Costa do Marfim, que depois da derrota para a Grécia por 2 a 1, na Arena Castelão, revelou que seu contrato terminava após o mundial e lamentou os resultados conseguidos à frente dos Elefantes. "Meu contrato com a Costa do Marfim termina neste Mundial e não vou continuar. Vocês entendem bem o motivo...não tivemos sucesso na Copa de 2010, tão pouco nessa. Minha história nesta seleção acaba lamentavelmente por aqui", disse em coletiva de imprensa. A campanha de Lamouchi terminou com uma vitória sobre o Japão e duas derrotas, contra Colômbia e Grécia. Já o italiano Alberto Zaccheroni anunciou, nesta quarta-feira (25), o seu desligamento do Japão. Último do grupo C, com apenas um ponto, os japoneses perderam para Costa do Marfim e Colômbia, mas empataram com a Grécia. Sem arrependimentos, o treinador se disse orgulhoso do grupo que disputou a Copa, mas revelou que é hora de mudanças. "Criei uma equipe de velocidade e intensidade. Não acho que a escolha tenha sido equivocada. Tenho muito orgulho desses jogadores e da vontade que eles demonstraram em campo. Acho que chegou a hora de outro treinador dar prosseguimento a este trabalho", disse em coletiva de imprensa após o último jogo, contra os colombianos.
Zaccheroni
No grupo D, a Itália de Cesare Prandelli sucumbiu ao futebol surpreendente da Costa Rica — sensação da Copa até aqui — e perdeu por 1 a 0. Na última rodada, levou um gol no final da partida contra o Uruguai, sacramentando assim sua eliminação precoce. O então treinador da tetracampeã mundial, que só conseguiu uma vitória sobre a Inglaterra, na estreia, analisou a saída do torneio à grosso modo e assumiu a responsabilidade pelo mau resultado. "O projeto técnico é de minha responsabilidade e anunciei à Federação que estava entregando o cargo, porque quando um projeto técnico fracassa, é preciso assumir as responsabilidades", declarou.
Prandelli
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Luis Fernando Suárez
O único treinador — e pior dos casos — que não pediu demissão oficialmente, mas colocou seu cargo à disposição e não deve continuar à frente da equipe é Vicente Del Bosque. Atual campeã do mundo, a Espanha foi eliminada após duas derrotas — com direito a goleada da Holanda por 5 a 1 — e uma vitória no grupo B, o suficiente para o treinador dizer que não quer atrapalhar os planos da Federação Espanhola. "Eu serei correto com a federação, que sempre me tratou muito bem. Se eu sou um incômodo para o futebol espanhol, saio da seleção. Não quero ser um estorvo. O futebol está acima de personalismos. A minha decisão sobre o futuro levará em conta os interesses da seleção e não os meus particulares", avisou. Embora o presidente Angel Villar queira a manutenção de Del Bosque, outros dirigentes da Federação Espanhola discordam em dar prosseguimento após o vexame da Fúria.
Del Bosque
E agora, será que mais algum treinador cai antes o início das oitavas-de-final? Neste sábado (28), o Brasil dá início a segunda fase em confronto contra o Chile, no Mineirão, em Belo Horizonte.

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