Tifanny Abreu encerrou a carreira hoje? Entenda o caso polêmico da oposta do Osasco
Atleta pode terminar a trajetória esportiva sem a despedida que tanto sonhou por nova norma da CBV
Tifanny Abreu corre o risco de encerrar a carreira profissional sem a despedida que desejava, mas não anunciou oficialmente sua aposentadoria. É que o futuro da oposta do Osasco São Cristóvão Saúde foi colocado em xeque depois da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) adotar novos critérios de elegibilidade para a categoria feminina, que afetam diretamente a participação de mulheres trans nas principais competições nacionais, como por exemplo a Superliga.

Com 41 anos de idade, a jogadora já demonstrou interesse em concluir a trajetória dela dentro de quadra, já que dedicou quase uma década em atuação pelo vôlei feminino brasileiro. Em outubro de 2026, ela afirmou que pretende lutar pelo direito de disputar a temporada e admitiu a possibilidade de recorrer à Justiça.
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"O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans"
Afinal o que aconteceu com Tifanny Abreu?
Em 14 de agosto de 2026, a CBV anunciou a adoção de uma política de elegibilidade alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A norma estabelece que a participação nas competições femininas organizadas pela entidade depende de critérios relacionados ao sexo biológico, com triagem genética do gene SRY e exceções específicas previstas no regulamento.
A mudança tem consequências diretas para Tifanny, mulher trans que defende o Osasco desde 2021. Embora a atleta tenha renovado seu contrato para a temporada 2026/27, a nova política ameaça sua participação na Superliga, principal competição nacional de clubes.

O caso ganhou repercussão porque a mudança ocorreu depois de o clube planejar a temporada contando com a oposta dentro do elenco. O Osasco, inclusive, declarou ter sido surpreendido pela decisão e informou que avaliaria as medidas cabíveis com o departamento jurídico.
"Fomos pegos de surpresa. Temos um bom relacionamento com a CBV. Fui técnico da seleção brasileira durante 15 anos e tenho muito carinho pela instituição. Faltou um pouco de zelo, e o momento foi muito ruim. A temporada estava em andamento, a Tifanny está sob contrato. Não tem o que fazer. Temos que lutar para que ela esteja em quadra e defenda nossa equipe nesta temporada", declarou o técnico do Osasco Luizomar de Moura.
Tifanny ainda pode jogar?
Ela entra em quadra hoje às 21h30 na decisão do Campeonato Paulista 2026. O Osasco encara o SESI Vôlei Bauru na Arena Paulo Skaf. O primeiro jogo terminou com vitória osasquense por 3 sets a 2, em 9 de outubro, com participação de Tifanny. A partida aconteceu no Ginásio José Liberatti.
Caso a equipe do SESI vença nesta noite, a partida terá o golden set - um set desempate de 25 pontos. Vale destacar que a Federação Paulista manteve as regras que estavam em vigor no início do torneio.
A atleta, no entanto, não tem liberação para atuar com a equipe na Superliga Feminina 2026/27.
A nova política da CBV impede sua participação enquanto ela não comprovar a elegibilidade prevista na norma. Até a última atualização localizada, a entidade mantinha a decisão.
Tifanny, por sua vez, afirmou que pode recorrer à Justiça se não houver acordo. A jogadora quer disputaro torneio nacional e encerrar a carreira de maneira digna.
Assista ao "De Hoje a Oito", podcast de entretenimento do Ibahia:
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