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Dois dias após júri

Condenado pelo assassinato de Mãe Bernadete morre após confronto na BA

Marílio dos Santos, conhecido como 'Maquinista', foi apontado como mandante do crime e estava foragido. Crime aconteceu em 2023

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Redação iBahia

16/04/2026 às 15:23 • Atualizada em 16/04/2026 às 15:37 - há XX semanas
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Marílio dos Santos, conhecido como "Maquinista", morreu na madrugada desta quinta-feira (16) após um confronto com policiais militares na zona rural de Catu, Região Metropolitana de Salvador (RMS).


					Condenado pelo assassinato de Mãe Bernadete morre após confronto na BA
Homem apontado como mandante do assassinato de Mãe Bernadete é o único foragido entre suspeitos. Foto: Divulgação/SSP-BA

Apontado como o mandante do assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, ele estava foragido e ocupava a posição de "Ás de Ouros” no Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A morte ocorreu durante uma tentativa de cumprimento de mandado de prisão, apenas dois dias depois de Marílio ter sido condenado a 29 anos e 9 meses de reclusão.

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A motivação do crime, segundo as investigações, foi a oposição que a líder quilombola exercia contra as atividades do tráfico de drogas liderado por Marílio na região. No julgamento realizado na última terça-feira (14), no Fórum Criminal Ruy Barbosa, Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor, também recebeu a pena de 29 anos e 9 meses. Ambos foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de uso restrito.

Legado de Mãe Bernadete e busca por justiça


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Mãe Bernadete foi morta com 25 tiros em setembro de 2023, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Foto: Reprodução/TV Globo

O crime, ocorrido em agosto de 2023 no quilombo Pitanga dos Palmares, envolveu a invasão da casa da ialorixá por dois homens que, após retirarem os netos da vítima da sala, efetuaram 25 disparos contra ela. Apesar da condenação dos dois réus principais, a investigação policial identificou um total de seis homens envolvidos na ação criminosa, o que mantém a pressão de órgãos de direitos humanos pela conclusão total do caso.

Em nota ao g1, a Anistia Internacional reforçou que a sentença é um avanço, mas não o fim da linha: "A condenação dos réus deve ser reconhecida como um passo relevante, mas não pode servir para encerrar o caso politicamente nem para aliviar a pressão sobre o Estado. Justiça, neste caso, só existirá de forma efetiva quando houver responsabilização completa, reparação integral e mudança concreta nas práticas institucionais que seguem expondo defensoras e defensores à violência. A memória de Mãe Bernadete impõe ao Estado brasileiro não apenas o dever de punir, mas a obrigação de transformar. É por isso que reafirmamos: defender direitos não pode custar vidas".

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