Mulher é investigada após denúncias de tentativa de sequestro de crianças em Salvador


Foto: Reprodução/TV Bahia

Um mulher está sendo investigada por suspeita de perseguir e tentar sequestrar crianças, em Salvador. A Polícia Civil apura o caso após denúncias e o registro de dois Boletins de Ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

A suspeita prestou depoimento nesta quinta-feira (15). De acordo com a TV Bahia, Simone Moutinho, responsável por investigar o caso, disse que a suspeita confirmou ter se aproximado das crianças. No entanto, não há garantia sobre a intenção de sequestro.

“Ela disse que gostava muito de crianças, que tinha trabalho com autistas e que as crianças sofreram muito durante o período da pandemia [da Covid-19]. [A mulher também falou] que não tinha intenção de fazer qualquer tipo de mal”, disse a delegada.

Ainda durante o depoimento, a delegada percebeu que a mulher apresentava falas confusas, indicando um possível problema psiquiátrico. A suspeita foi encaminhada para uma avaliação médica no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. Depois do resultado, a polícia vai decidir quais os próximos passos da investigação.

No fim da tarde de quinta-feira, a polícia informou que a companheira da suspeita esteve no hosital. Ela assinou um termo de responsabilidade para a liberação da mulher. As investigações seguem sendo acompanhadas pela Dercca e novos depoimentos foram agendados.

Primeiras denúncias

As denúncias contra a suspeita começaram a surgir no início desta semana, após a estudante Daniela Baqueiro relatar que a mulher havia tentado raptar o filho dela de 9 anos, no Porto da Barra.

“Ela começou a fazer polichinelos [perto do meu filho] e ele estava brincando feliz, na orla, e começou a brincar com ela. De repente ela pegou na mão dele e disse: ‘vamos correr um pouquinho’. Aí pegou ele e acelerou. A gente começou a correr atrás. Meu pai falou grosso com meu filho, pediu que ele parasse, foi mais incisivo. Ele tomou um susto e parou”, disse ao g1 Bahia.

A advogada Tatitana Matos, que passou pela mesma situação, relatou que a suspeita saiu correndo com a filha dela no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador, em junho do ano passado.

“De repente ela falou assim: ‘você gosta de correr?’. Aí ela [filha] disse: ‘gosto’. A mulher falou: ‘então vamos apostar uma corrida, eu e você, para ver se a mamãe nos alcança?’. Aí eu disse: ‘epa, aí não’, e levantei. Quando levantei, ela [suspeita] disse: ‘1, 2, 3 e vamos’, e correu segurando minha filha”.

A advogada disse que foi atrás da filha e conseguiu alcançá-la.

“Eu [fui] gritando, falando o nome de minha filha e pedindo para ele parar. Consegui alcançar ela e segurar pelo cabelo. Aí eu disse: ‘não faça isso, não corre, não ande com quem você não conhece ‘. Aí ela gritou: ‘solte minha amiga, você está louca?’”.

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