Sou 100% você: paixão por Bell Marques é herança familiar; conheça histórias de fãs do artista


Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Colocar em palavras o amor de fã é algo que só a música pode proporcionar. E foi das mãos de Alexandre Peixe e Beto Garrido que nasceu um dos maiores sucessos do Chiclete com Banana, e que descreve perfeitamente a paixão daqueles que há anos acompanham Bell Marques: SOU 100% VOCÊ!

“Só quem vive isso consegue entender o que a gente sente”, diz Karina Cajá, Bellzeira de alma e corpo, com a frase invertida mesmo, porque foi no corpo que ela marcou a paixão pelo artista.

“Eu gosto muito de Carnaval desde pequena e meu tio era muito fã dele. Eu era muito próxima dele, então eu sempre ouvia na casa dele e aí eu comecei a gostar mesmo, tocou diferente no meu coração. Eu não diria nem que é uma paixão, porque dizem que ela vem e passa e o amor é para sempre. E por isso eu decidi fazer essa tatuagem, para dar razão a esse sentimento que eu tenho por ele”.

Foto: Arquivo Pessoal

A professora de 43 anos tem no braço o rosto de Bell Marques, uma homenagem feita ao artista em meio à pandemia e que foi reconhecida pelo ídolo, mas julgada por quem não conhece a história de fã que Karina tem com ele.

“Minha família toda gosta, só que dizem que eu que sou a ‘anormal’. Todo mundo fala ‘eu nunca vi um negócio desses’. Desde muito nova eu vou atrás, quando eu tinha 12, 14 anos, eu ia nas cordas, do lado. Já cheguei a terminar um relacionamento de 5 anos por causa de Bell, ele não queria que eu fosse atrás do trio. Já briguei até com homem para pegar paleta, minha cabeça foi parar na roda do caminhão”

A paixão por Bell é tanta, que se houvesse uma disciplina de Bell Marques, seria essa a matéria ensinada por Karina na escola. “Todo dia a gente houve Bell na sala de aula. Eu era professora da educação infantil, agora estou com o terceiro ano. Meus alunos amam Bell, os pais deles me mandam mensagem dizendo que eles chegam em casa já cantando. Dou minha aula séria, mas no final tem o momento Bell”, disse aos risos.

Foto: Arquivo Pessoal

A tatuagem de Karina foi reconhecida pelo próprio Bell em shows e recentemente em entrevista ao iBahia, o cantor falou sobre a maior loucura que uma fã teria feito para ele foi tatuar seu rosto no braço.

Em comemoração aos 70 anos do artista, o iBahia foi atrás de alguns fãs de Bell para saber um pouco sobre a paixão pelo artista. Nas entrevistas ao site, algo foi percebido, o amor pelo cantor é uma herança familiar. Dos quatro fãs que conversaram com o iBahia, todos contaram que passaram a acompanhar o Chiclete com Banana por causa dos pais, mas cada um trouxe sua história particular. Confira:

Eu fui atrás do caminhão…

O último dia de Bell Marques no Camaleão com o Chiclete com Banana foi de emoção não só para o artista, que se despedia de uma parceria de sucesso com a banda, mas para o também artista Rodrigo Gonzaga, fã de Bell, que herdou a paixão pelo artista da família.

“É uma paixão de família, minha mãe veio do Piauí em 88, na época que o Chiclete com Banana estava dando os primeiros passos e meu pai, que é daqui, sempre gostou da banda. Um dos dois tinha que gostar, né? (Risos). Mas eu sempre acompanhei o Chiclete de casa, porque morava na Avenida Sete”, contou em entrevista ao iBahia.

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

O artista, que teve sua primeira experiência no Carnaval com Bell em um desfile no Voa-Voa, viveu um dos momentos mais “loucos” da vida no último desfile do artista com o Chiclete no Camaleão.

“A minha primeira vez no Carnaval com o Chiclete foi no Voa-Voa, minha mãe não deixava eu sair no Camaleão porque dizia que era muito cheio e eu era muito novo. Mas em 2014, o último Carnaval de Bell Marques no Chiclete, eu fugi de casa para assistir o Camaleão desfilar. No dia eu ia sair com Tomate com alguns amigos, mas queria mesmo ver Bell. Nesse dia eu disfarcei um pouco, até que deu a hora de sair de casa e eu fui acompanhando o Camaleão na corda mesmo. Não me arrependo, mas até hoje penso sobre a loucura que fiz, porque estava muito cheio. Quando cheguei em casa ouvi bastante da minha mãe, mas valeu a pena”.

Rodrigo Gonzaga

Assim como Bell Marques, Rodrigo está confirmado no Carnaval de 2023: “Já estou com quatro dias de Carnaval comprados para assistir Bell Marques. Minha namorada está tentando fazer com que eu venda alguns (risos)”.

Foi por esse amor

A paixão pelo Carnaval e por Bell Marques acabou se tornando mais uma forma de conectar pai e filho. Ao iBahia, Humberto Fraga contou como se tornou um Chicleteiro e Bellzeiro de carteirinha, herança de uma vida de Humberto Cerqueira, seu pai.

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

“Meu pai sempre gostou de Carnaval, ele comprou o apartamento na Vitória por conta do Carnaval. Ele comprou aquele apartamento em 88 justamente para poder acompanhar a festa. Ele saia muito com os amigos dele, mas o pessoal foi ficando mais velho e deixando de desfilar, só meu pai que seguiu. Aí os filhos começaram a sair com ele, ele teve seis filhos, eu sou o caçula, e quando fiz 16 anos ele começou a me levar. Desde então eu saia todos os anos no Camaleão com ele”.

No final de 2016, o pai do auditor descobriu um tumor no intestino e, para não perder o Carnaval em 2017, buscou com especialistas a melhor forma e a mais rápida de remover o câncer, porém, Humberto acabou não resistindo às complicações da cirurgia e falecendo.

“Ele quis fazer a cirurgia logo para ficar livre e conseguir sair no Carnaval de 2017. Só que a cirurgia deu errado, teve uma complicação e ele acabou falecendo. Isso no dia 29 de janeiro, faltando três semanas para o Carnaval. Na época eu entrei nas redes sociais e falei com algumas pessoas que eu queria prestar essa homenagem para para meu pai dentro do Camaleão, e consegui enviar para Bell um e-mail contando a história do meu pai, mandei várias fotos dos anos 90 e dos anos 2000, todo o contexto, e ele fez uma homenagem linda para ele na terça de Carnaval”.

Desde então, Humberto vem mantendo a tradição de fazer com que seu pai siga presente nos desfiles do Camaleão e em suas melhores memórias. “Naquele ano eu fiz uma camisa para sair com vários amigos, que era uma estampa de meu pai com a camisa do Camaleão. Para o Carnaval de 2023, eu combinei de sair com minha irmã no domingo de Carnaval. Não tem como ficar de fora”.

Ao site, o auditor ainda falou o que Bell representa para a música baiana. “Ele veio para colocar o Axé em um outro patamar. O que ele faz é diferenciado. Ele realmente move multidões, tem um um perfil muito próprio e uma energia que é incomparável”

Chicleteiro eu, só ficou faltando ela

A história de Adriano Ribeiro tem um final feliz, porém, depende do ponto de vista. Em 2014, ano de despedida de Bell Marques do Chiclete, o rapaz de 29 anos colocou um ponto final em seu relacionamento para ir atrás do Camaleão.

“Já terminei um relacionamento por causa disso. No ano que Bell ia sair do Chiclete eu namorava, e eu falei para ela ‘Ó, você pode pedir o que você quiser, mas na despedida de Bell eu vou sair e depois a gente se encontra’. Aí ela disse: ‘Então você escolhe, ou Bell ou eu’. E eu escolhi”, contou aos risos.

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Adriano conta que a paixão veio de família. Crescido no circuito da folia, o fã relata que os pais sempre foram apaixonados pelo Carnaval, e desde a barriga curte a festa.

“Meus pais sempre foram carnavalescos e eu sempre morei no Campo Grande, então a paixão pela festa vem desde a barriga. Quando minha mãe estava grávida, ela foi curtir o Carnaval comigo na barriga (risos). Minha história com o Chiclete também foi por causa dos meus pais, mas 11 anos foi a primeira vez que eu fui para um show e foi no Festival de Verão, na época do Chiclete, e desde então acompanho Bell”.

Para Adriano, a paixão por Bell é eterna: “Ele é meu ídolo maior da música, ele está no meu dia a dia, 90% dos meus dias eu costumo ouvir um pouquinho de música dele. Na academia principalmente, é um artista que faz parte da minha vida”.

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