A Prefeitura de Salvador anunciou, nesta terça-feira (26), a exoneração de servidoras municipais investigadas na Operação Sponsor. A ação, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), apura um suposto esquema de desvio de verbas públicas que deveriam financiar eventos comunitários e ações voltadas à população LGBTQIA+. Entre os principais alvos da operação está a ex-vereadora Léo Kret, que ocupava o cargo de diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ na Secretaria Municipal da Reparação (Semur) desde abril de 2025.
Em posicionamento, a administração municipal confirmou o cumprimento da recomendação do órgão ministerial para o desligamento das servidoras citadas. "A gestão municipal salienta que colabora com a apuração para que todos os fatos sejam esclarecidos", afirmou o Executivo municipal.
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De acordo com informações obtidas pelo g1 Bahia e pela TV Bahia, a operação não cumpriu mandados de prisão, focando na coleta de provas. Ao todo, foram executados sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça baiana. As buscas ocorreram em imóveis residenciais ligados a cinco investigados (incluindo servidores da capital); uma sede de órgão público; e uma associação sob suspeita.
Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o afastamento imediato de duas servidoras municipais e dos ocupantes dos cargos de presidente e diretor-geral da associação envolvida. Os nomes das outras funcionárias públicas e dos dirigentes da entidade ainda não foram divulgados pelas autoridades.
Fraude envolvia associação fantasma e o Carnaval
A apuração conduzida pelo MP-BA aponta para a existência de crimes como peculato, fraudes em licitações e desvio de finalidade de dinheiro público. O esquema central consistia na utilização de uma associação fantasma que teria recebido mais de R$ 1,1 milhão em repasses da Prefeitura de Salvador para beneficiar diretamente o grupo investigado.
Originalmente, esses repasses deveriam custear ações de suporte e fomento aos organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador; a viabilização e estrutura de eventos festivos em 57 bairros da capital baiana; e o financiamento de cerca de 18 blocos de rua durante o Carnaval do ano passado.
Léo Kret quebra silêncio após ser alvo de operação: 'Absurdo'
A ex-vereadora Léo Kret apareceu nas redes sociais, na manhã desta terça-feira (26), para se pronunciar após virar alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investiga suposto desvio de verbas públicas que estavam destinadas a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.
Em conta secundária no Instagram, alegando que estava sem a senha do perfil principal, Léo Kret rebateu falsas acuações de que estaria presa e afirmou que é inocente, sendo apenas citada na investigação.
"Bom dia, gente. Estou mostrando esse absurdo aqui. Já está aparecendo no jornal, dizendo que eu fui presa. Estou aqui com o meu pai e com a minha mãe. Estou aqui na minha casa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino. Eu nem assino esse contrato", iniciou.
"A Bahia toda sabe do meu caráter, da minha índole, sabe do meu trabalho com a população. E agora é um absurdo falar que eu estou presa, sendo que essa investigação está sendo feita com todo mundo dessa associação. Associação que eu não tenho nem contato. Eu não estou nem em contato com a associação. Eu só não abri a live no meu Instagram porque eu estou sem senha. E aí eu estou nesse Instagram também que eu uso", seguiu Léo Kret.
Por fim, a ex-vereadora afirmou que já acionou os advogados e vai atualizar os seguidores a respeito do assunto. "Então quem puder marcar o pessoal e falar o que está acontecendo. Eu não fui presa, gente [...] Esse contrato que eu nem assino. Então mais tarde vocês vão saber tudo direitinho com mais detalhes. Meus advogados já foram acionados. Está tudo direitinho. Estou aqui em casa. Beijo a todos", encerrou.
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