Suspeito de ataque a PM em Águas Claras morre após confronto no interior da BA e número de óbitos de envolvidos sobe para 10


Um homem suspeito de envolvimento no ataque que assassinou o policial militar Alexandre José Ferreira Menezes Silva, no bairro de Águas Claras, em Salvador, morreu após uma troca de tiros com PMs nesta terça-feira (17), na cidade de Abaré, no norte da Bahia. A informação foi divulgada pela Polícia Militar.

Com essa morte em confronto, sobe para 10 o número de óbitos de suspeitos de envolvimento nesse caso e no ataque aos também policiais militares Shanderson Lopes Ferreira e Victor Vieira Ferreira Cruz, ocorridos no bairro de Fazenda Grande I, na região de Cajazeiras, na capital baiana.

De acordo com a PM, os policiais chegaram ao homem no início da tarde, depois que houve um compartilhamento de informações dos órgãos de inteligência da Bahia e de Pernambuco de que havia suspeitos do crime na divisa dos dois estados.

Foram montados pontos de abordagem em locais estratégicos da região até que um carro branco onde um grupo de suspeitos estava foi interceptado. Os homens teriam atirado contra os policiais e tentaram fugir por uma estrada vicinal, na zona rural da cidade.

Foto: Divulgação/PM

Os policiais seguiram o carro, até que o condutor perdeu o controle do veículo e um dos suspeitos saiu atirando. Segundo a PM, houve revide e após cessar os disparos, o suspeito foi encontrado ferido. Ele foi socorrido e levado para um hospital da região, mas não resistiu.

Com o suspeito, conforme a PM, foi apreendido um fuzil calibre 556, um carregador, munições, o veículo modelo Corolla, 59 pinos de cocaína, 310 pedras de crack, uma balança de precisão e um caderno com anotações.

Posteriormente, de acordo com a PM, foi confirmado que o suspeito era um dos líderes do tráfico de drogas do bairro de Águas Claras, e que havia postado fotos usando o fuzil apreendido no mesmo dia e local da ocorrência que vitimou o soldado Menezes. A ocorrência foi registrada na corregedoria.

Participaram da ação equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), do Batalhão de Polícia de Choque e Companhia Independente de Policiamento Especializada (CIPE) Caatinga, com o apoio de policiais militares da 3ª CIPM e da Polícia Militar de Pernambuco, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Balanço

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além do número de mortos, com as informações divulgadas nesta terça pela PM, sobe para 10 o número de armas apreendidas nas ações que tem como objetivo encontrar os envolvidos nos ataques aos policiais.

Entre elas, um outro fuzil calibre 556, uma submetralhadora e uma pistola calibre 9mm. O material foi localizado na mesma região onde os policiais foram assassinados. A PM não detalhou, no entanto, os pontos específicos e nem divulgou como e quando exatamente ocorreram as trocas de tiros com os outros criminosos.

Agentes seguem em operações na área de Cajazeiras e em outras regiões do estado, em conjunto com policiais civis. O policiamento foi reforçado em toda a região de Cajazeiras desde o dia 8 de maio, quando o segundo ataque aos PMs foi registrado. 

Shanderson Lopes Ferreira e Victor Vieira Ferreira Cruz foram assassinados enquanto voltavam do enterro do colega, à paisana, no bairro de Fazenda Grande I. Já Alexandre José Ferreira Menezes Silva foi atacado enquanto fazia rondas, no bairro de Águas Claras, no dia 7.

Ao longo da semana passada, a Secretaria Municipal de Educação chegou a suspender as aulas em 14 escolas da rede, para garantir a segurança dos estudantes, professores e colaboradores. Contudo, o funcionamento foi restabelecido três dias depois.

Sem citar a região, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) também orientou a flexibilização das aulas na instituição por conta da violência.

Durante coletiva dada no início da semana passada, o governador do estado, Rui Costa (PT), autorizou o uso de força máxima da segurança pública para encontrar e prender todos os suspeitos de envolvimento nas mortes dos PMs.

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